Soul Rising Fest 2018: e (quase) tudo o Leslie levou…

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Soul Rising Fest foi uma iniciativa da Soul Rising Productions para reabrir a grande sala de espectáculos mítica do Incrível Almadense, onde já passaram grandes nomes da música portuguesa e estrangeira, principalmente da cena metal.

Tinha tudo para dar certo, não fosse a falta de comparência do público… Talvez tivesse sido a tempestade que fez com que a malta tivesse receio de sair de casa. O cartaz foi brutal: Nine O Nine, Blame Zeus, Scarmind, Revenge Of The Fallen, Inner Blast e Witness My Fall. Os The Temple, devido à tempestade, anunciaram pelas 21h o cancelamento da sua actuação no Fest. É compreensível, é sensato e mais festivais e concertos foram adiados neste dia. Mesmo assim houve alguns resistentes, amantes do underground, que resistiram ao vento, à chuva, aos avisos da Protecção Civil e compareceram sem medos ao Soul Rising Fest, alguns correndo o risco de não passarem a ponte nessa noite, de volta a casa. E valeu a pena!

Anunciada a primeira banda às 16h, começaram apenas pelas 16h30. Witness My Fall, banda a tocar em casa, de Almada, são de formação recente com ex-membros dos Low Torque, One Hundred Steps, Fuzzdrivers, The Vertical Transmission e Blaze. Com o lançamento do álbum”Rise” em 2015, abriram a atuação com “Dementia”, presenteando-nos com os vários temas do álbum de 2015 como “Bright Light”, “Last Night On Earth”, “The Edge”. São uma banda rock melódico em que as suas letras assentam numa mensagem de reflexão e superação. A sala estava tímida mas encheram-na com o seu rock energético e vibrante. Terminaram com “Rise” tema com nome homónimo do álbum.

© Jorge Pereira

Witness My Fallgaleria completa

A segunda banda a actuar foi Inner Blast, banda de gothic metal bem conhecida no underground português com a poderosa voz dupla de Liliana. Sempre a condizer com os temas, o ambiente gótico esteve sempre presente, desde a roupa aos riffs pesados e clássicos; a voz melódica e clean, claramente ao estilo sinfónico, a contrastar com o gutural. Com o seu álbum de estreia “Prophecy” de 2016, encheu a sala com uma melodia gritante. Terminaram a atuação com “Legacy” onde mostra o padrão melodioso da sua voz.

© Jorge Pereira

Inner Blast – galeria completa

Revenge Of The Fallen foi a terceira banda a actuar. Um misto de heavy metal com uma grande fatia de Metal Core. A banda de metal de Cascais foi fundada em 2016. As guitarras bem trabalhadas e a voz clean e rasgada de Cláudio compuseram bem as melodias. Após relembrar o infortúnio recente de Sérgio Curto (Bifes), o tema ”Memories” foi uma homenagem ao baixista dos Simbiose e Dr Bifes & Os Psicopratas. Mais descontraídos desde a estreia da banda e com o álbum “Pareidolia”, bem fresquinho, lançado a 7 de outubro deste ano, Revenge Of The Fallen mostraram que têm potencial para crescer.

© Jorge Pereira

Revenge Of The Fallen – galeria completa

Scarmind avançou com o Fest, agora mais composto, mas muito tímido. Muitos seguiam as notícias na net para saber a evolução da tempestade. Como o show must go on, Scarmaind, banda de rock/metal alternativo, abriu a sua atuação com “Blame” e “Never Give Up” singles ainda não editados, seguido por “Grater” do álbum “Newborn” lançado em novembro de 2016. Duas vozes que se completam (Quim e Márcio), tanto rasgada como clean. Solos de guitarra melódicos e bem arranjados que no conjunto formam uma harmonia espetacular. Aproveitaram para anunciar o mais novo membro de Scarmind na bateria, Pedro Rijo, que foi acompanhado com palmas num solo de bateria que entrou para o tema seguinte “Don’t Be Afraid”. A sala estava mais composta agora, mais gente tinha chegado. Não faltou a referência a “Bifes” e uma homenagem sentida com o tema “Thing Left To Say”. Fecharam com o tema “Do Better”.

© Jorge Pereira

Scarmind – galeria completa

Durante o intervalo, este mais longo para a malta descansar e saciar a fome, recebemos a notícia que os The Temple cancelaram a sua actuação no Fest. Eram 21h, o Fest recomeçaria novamente às 22h com Blame Zeus.

Blame Zeus quase não precisa de apresentações. Fundados em 2010, e com 2 álbuns lançados, são uma banda com influências que vão desde o blues ao metal e rock alternativo. Classificar esta banda é quase impossível pois não se identifica apenas num estilo. A voz de Sandra Oliveira é clean, melódica e poderosa, não fosse a própria, professora de voz. Abriram a sua atuação com a brutal “Speachless” do seu segundo álbum lançado em 2017 “Theory Of Perception”. Com uma atuação perfeita, solos de guitarra brutais e uma presença em palco bem vincada, a voz de Sandra foi variando a altura de acordo com a melodia e o ritmo, sempre profissional e excelentemente projetada. Iriam terminar com o tema “The Apprentice” do seu primeiro álbum “Identity” lançado em 2014, mas a pedido do público, bem insistente, ainda deu tempo para mais dois temas “Falling Of The Gods” do álbum de 2014 e “All Inside Your Head” do álbum de 2017.

© Jorge Pereira

Blame Zeus – galeria completa

A terminar o Fest, Nine O Nine, banda de metal/rock. Recentemente fundada, em janeiro de 2017, a banda é composta por quatro membros com uma extensa carreira e experiência musical com outras bandas a nível nacional e internacional: R.A.M.P., Low Torque, RCA e PunkSinatra. Abriram a atuação com o tema “The Time Is Now” que dá o nome ao álbum de estreia lançado em janeiro de 2017. Uma voz melódica repleta de sentimento, com eco e poderosa. Guitarras bem presentes com riffs que colam na memória. Seguiram com o tema “The Way Back Home”, com o mesmo sentimento, apelando ao nosso estado emocional. Finalizaram com o seu primeiro single de apresentação da banda e do álbum de estreia, O tema “Rush”, é o mais possante do álbum, bem rasgada com riffs marcantes e guitarras pesadas, bem podia classificar “The Rush” como um thrash.

© Jorge Pereira

Nine O Nine – galeria completa

O Soul Rising Fest foi uma ideia excelente, tanto para reavivar a sala de espectáculos do Cine Incrível, como para continuarmos a ter boas iniciativas no underground português. A falta de comparência do público foi deveras consternador, mas esperando ter sido um caso isolado, devido aos factores meteorológicos, aguardamos ansiosamente que este Fest volte para o ano com toda a pujança que merece o underground tuga.

 

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