Souto Rock: as festas de aldeia também podem ter boa rockalhada

O festival de música alternativa independente torna a invadir a freguesia de Roriz, em Barcelos, numa cidade já muito habituada às andanças do rock minhoto alternativo.
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O Souto Rock voltou para a sua 15.ª edição. A identidade do festival – e da cidade de Barcelos – continua bem viva: muito e muito bom rock.

O festival já tinha começado na quinta-feira, com um DJ set de Sinfonias de Aço combinado com projeção de luz no Largo do Apoio, em Barcelos. Mas as noites de rock começaram mesmo a sério na sexta-feira, na pequena freguesia de Roriz.

O largo do Souto estava cheio. Desde jovens que vieram de propósito ver o festival a pessoas da aldeia que todos os anos juntam-se aos miúdos para “abanar o capacete”. No céu, umas nuvens cinzentas iam ameaçando, mas acabaram por não causar grandes problemas.

A noite começou com os Insdomena. Foi o início mais animado possível, com a camisa floreada do vocalista e os sopros ao seu lado a criarem um forte ambiente de groove rock e um toque de jazz (que foi especialmente notório com os solos de bateria).

Insdomena Galeria Completa

Seguiram-se os Quadra. A banda de Braga tem estado em todo o lado. É quase impossível ir a um festival de verão este ano sem os ver.

Apesar de alguns problemas técnicos iniciais, o rock progressivo dos Quadra ir rebentando com o pequeno Largo do Souto. Transições repentinas, uma pitada de shoegaze e muita muita gente a abanar o capacete para ouvir a banda culminaram num dos momentos altos do Souto Rock.

Quadra Galeria Completa

Perto da meia-noite entraram em palco os Johnny Sem Dente & Os Jatfodo, o nome mais peculiar deste edição do festival barcelense. Foi preciso olhar para as letras das músicas, ríspidas e fortes, mas ninguém esteve virado para se chatear com isso. Miguel Ferreira, apoiado por uma banda a cascar constantemente, manteve a noite em alta rodada, apesar da chuva que ameaçou estragar o concerto.

Johnny Sem Dente & Os Jatfodo Galeria Completa

Os cabeça-de-cartaz da noite, os Solar Corona (mais uma banda da terra) tinham uma boa rodada de concertos atrás dele para tentar bater, ou pelo menos igualar. A expectativa era muita. “Agora é para o moshe”, ouvia-se no público.

O moshe lá foi surgindo, tímido, mas chegou. Os Solar Corona começaram devagar, devagarinho, com o saxofone a criar uma paisagem calma e tenebrosa, prestes a ser destruída.

A cena que se seguiu era a esperada: a gadelha de cabelo inconfundível de José Roberto Gomes a esvoaçar no palco, à medida que a música ia progredindo de forma cada vez mais intensa e, lá em baixo, os corpos aos empurrões a compasso.

Solar Corona Galeria Completa

Houve ainda DJ set no final da noite, de Bubballo’s, para aqueles que ainda não estava suficientemente satisfeitos com uma noite cheia de rock de rebentar com as paredes das casas mais próximas.

O Souto Rock continua este sábado, no Largo do Souto, com concertos durante a tarde no Planato Kobêrto e os concertos de Mr.Mojo, Putan Club, Mr.Galllini & The Eggz, Gator, The Alligator à noite.

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