Steven Wilson protagoniza regresso triunfante à Sala Tejo da Altice Arena

Steven Wilson protagoniza regresso triunfante à Sala Tejo da Altice Arena

Mário Rodrigues
Mário Rodrigues
Há mais de uma década a escrever sobre rock e metal nas suas diversas vertentes, este fã de música, nascido no início dos anos 80, não dá sinais de abrandamento no que toca a falar sobre a sua paixão de sempre.
...muitos repetentes mas também um bom número de pessoas que não esteve presente em 2018 e que levantaram o braço...

Há sensivelmente apenas um ano, Steven Wilson e os exímios músicos que o acompanha deram, precisamente na Sala Tejo da Altice Arena, o primeiro concerto da tour de promoção do mais recente álbum deste reconhecido multi-instrumentista, compositor e produtor. Esse espetáculo revelou-se um sucesso e a qualidade do mesmo fazia antever que se o músico voltasse a Portugal em breve, teria novamente o seu público fiel a assistir. Era difícil de imaginar é que o retorno do músico aconteceria somente um ano depois e na mesma sala de espetáculos. Assim como na anterior ocasião encontrava-se muito público na Sala Tejo, muitos repetentes mas também um bom número de pessoas que não esteve presente em 2018 e que levantaram o braço quando Steven Wilson perguntou quem não tinha estado presente no ano passado.

© Jorge Pereira

Não se pode dizer que este concerto tenha sido substancialmente diferente do anterior e a primeira parte do espetáculo foi praticamente idêntica a nível de músicas, algo que mudou na segunda parte, tendo-se somado no final meia dúzia de músicas diferentes, comparativamente ao ano transacto. Neste concerto houve a poderosa “No Twilight Within the Courts of the Sun”, a eletrónica “Index”, a instrumental “Vermillioncore”, a visita a um dos projetos de Steven Wilson, Blackfield, com o tema homónimo e a homenagem a um dos ídolos da estrela desta noite, falamos de Prince e da cover de “Sign o’ the Times”. Se com um alinhamento idêntico já valia a pena rever o mestre da música progressiva, pela grande valia dos espetáculos deste e dos outros músicos que o acompanham, com estes temas supracitados ainda foi melhor. É importante referir que uma grande parte do concerto foi dedicado novamente ao último álbum “To the Bone”, sendo que os temas deste trabalho desta feita soaram ainda melhor ao vivo, o que demostra que a qualidade dos mesmos está cada vez mais patente, mesmo com uma sonoridade um pouco mais pop dos que aquela que os fãs estavam habituados.

© Jorge Pereira

E porque a carreira do músico nunca estará desassociada dos Porcupine Tree – apesar de Steven Wilson não parecer ter vontade de ressuscitar a banda que o fez famoso inicialmente – foram recordados temas como “The Creator Has a Mastertape”, “Lazarus”, “Sleep Together” e “The Sound of Muzak”. Voltando à carreira a solo de Wilson não podiam faltar as obrigatórias “Ancestral”, “Home Invasion” e “Regret #9” do disco “Hand. Cannot. Erase.”, nem “The Raven That Refused to Sing (and Other Stories)” que encerrou mais uma vez em grande plano o concerto, com o vídeo do tema a ser projetado atrás dos músicos. Steven Wilson apresentou-se muito comunicativo com o público e confidenciou que há um ano atrás se encontrava nervoso porque era o primeiro concerto da tour e a banda ainda só tinha ensaiado durante três semanas. Agora, com outra segurança e rodagem, estes músicos presentearam o público com cerca de duas horas e meia de espetáculo, sem espalhafatos mas ainda mais memorável, só boa música muito bem interpretada e é isso que interessa.

Steven Wilson – galeria completa

Mário Rodrigues
Mário Rodrigues
Há mais de uma década a escrever sobre rock e metal nas suas diversas vertentes, este fã de música, nascido no início dos anos 80, não dá sinais de abrandamento no que toca a falar sobre a sua paixão de sempre.