Steven Wilson-8

Steven Wilson foi rei em noite de rock Progressivo

Steven Wilson foi rei em noite de rock Progressivo

Rui M. Teixeira
Rui M. Teixeira
Natural do Porto, apreciador dos sons mais pesados, desde o rock progressivo ao heavy metal clássico e aos mais extremos, do death metal, grindcore, etc.

A sala Tejo da Altice Arena praticamente encheu numa quarta-feira à noite, para receber o mestre do rock progressivo Steven Wilson.

Com um novo álbum de originais “To the Bone”, Portugal seria a primeira data do tour de promoção do mesmo e como o próprio anunciou seria a “testing audience” para todo o trabalho desenvolvido para a tour. E de facto Steven Wilson apostou forte em passar o seu show para um nível acima em termos de qualidade.

Toda a produção à volta do concerto confirmou isso mesmo: luzes, som, imagem. Tudo se conjugou numa experiência musical e visual única e envolvente. Todas as músicas foram acompanhadas por projeções de imagens e vídeos, ora na parte frontal do palco com uma tela transparente, ora na parte traseira. Com um grupo de músicos já largamente experimentado e de técnica invejável – onde a novidade foi o novo guitarrista Alex Hutchings – o concerto levou-nos por uma viagem no tempo onde muitos temas antigos da carreira do músico foram tocados pela primeira vez ao vivo.

As hostilidades foram abertas com a apresentação de músicas do último álbum “To the Bone”: “Nowhere Now” e o hit “Pariah” com a imagem da bela Ninet Tayeb, em dueto com Steven Wilson neste tema, a ser projetada na tela e a ser ouvida pela sua voz que acompanha os músicos. O primeiro grande momento da noite.

De seguida dois temas do aclamado “Hand Cannot Erase”: “Home Invasion” e “Regret #9” precederam a primeira incursão aos tempos dos Porcupine Tree, a famosa banda liderada por Steven, através do tema “The Creator has a Mastertape”. Depois de algumas considerações de nível social e político, “Refuge” , “People Who Eat Darkness”, acompanhada de um vídeo poderoso, e “Ancestral” encerravam a primeira parte de um concerto que estava a encher as medidas dos presentes, mas que prometia uma segunda parte ainda mais fabulosa.

15 minutos para repor energias e o público vai à loucura, quando se ouvem os acordes da lindíssima “Arriving Somewher But not Here” dos Porcupine Tree. Nesta altura já toda a sala vivia uma espécie de transe proporcionado pela atmosfera de som e imagens criados. Mais duas faixas do último álbum, “Permanating” e “Song 1” e novamente o regresso a Porcupine Tree, com “Lazarus”. Sem perder ritmo, o desfile de músicas do novo álbum e outras mais antigas dos Porcupine Tree continuou, com destaque para a poderosa “Detonation” e “ Sleep Together” que fechou a segunda parte do concerto.

Nesta altura ninguém ousou abandonar a sala, pois todos esperavam os encores com alguns dos êxitos mais famosos de Steven Wilson. E assim foi. O seu nome foi aclamado em uníssono até o regresso da banda ao palco e Steven não nos defraudou as expectativas: “Even Less” mais uma faixa dos Porcupine Tree, “Harmony Corine” e finalmente “The Raven that Refused to Sing”, acompanhado com o vídeo original – uma verdadeira obra de arte – que encerrou o concerto de duas horas e meia.

A night with Steven Wilson… and what a night!

Fotografia: Mário Monteiro
Rui M. Teixeira
Rui M. Teixeira
Natural do Porto, apreciador dos sons mais pesados, desde o rock progressivo ao heavy metal clássico e aos mais extremos, do death metal, grindcore, etc.