The Black Mamba traz a alma ao Coliseu do Porto

The Black Mamba chegam com tudo, prontos para incendiar o Coliseu do Porto.
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Os The Black Mamba apresentaram-se, um ano após o lançamento do seu terceiro e mais recente álbum The Mamba King, em dois concertos nos Coliseus, a 5 de Outubro em Lisboa e a 11 de Outubro no Porto. Este concerto reune um ‘best off’ dos últimos três álbuns da banda e conta com convidados especiais, Silk e Virgul.

The Black Mamba chegam com tudo, prontos para incendiar o Coliseu do Porto. A apresentação da banda é feita em inglês, e em simultâneo com um vídeo de fundo a preto e branco. Entra Tatanka, o ‘front man’, com o seu ‘look 70’s’, casaco de pêlo, levantando grande ovação do público. O recinto transforma-se numa grande festa, em que todos os que estão em palco dançam, e mostram que vieram para não deixar ninguém indiferente. Três mulheres encarregam-se das ‘backing vocals’ adicionando à sonoridade um tom ‘gospel’.

© Teresa Mesquita

O som rock cheio de ‘soul’ deixa o público frenético em Stand Up. Rendida, a audiência já está envolvida no turbilhão do espetáculo, e bate palmas em sincronia. Com Money Back a energia mantém-se e Tatanka puxa pelo público em inglês “I wanna see your hands in the air!” e o público responde, como se integrasse uma coreografia interativa e previamente ensaiada. Tatanka despe o caso e confirma a sua indumentária anos 70, revelando as calças pata de elefante de cintura subida azul bebé. Rock Me Baby é a oportunidade para a dupla de sopros se evidenciar, acompanhada pela secção de percussão – bateria e baixo no seu look ‘Miami Vice’ – e dois teclados. O vídeo evolui para imagens de manipulação de fogo e seguimos pelas escadarias de Lisboa enquanto Tatanka entrega um solo na sua guitarra.

Num clima mais intimista, deixamo-nos levar por It Ain’t You. Tatanka brilha com o seu timbre peculiar e a mestria na guitarra. Em Grey Eyes como que entramos num vórtice acompanhado de imagens do cérebro/ondas de energia/um buraco negro/relâmpagos/coração/olhos/turbulência/o diabo.

© Teresa Mesquita

Segue-se uma pequena pausa, com o nome da banda a desfilar no vídeo: The Black Mamba. Tatanka troca para uma guitarra acústica, e cria um momento mais calmo.

Dirige-se-nos em português, para partilhar as saudades do público do Porto. Juntos há meia hora, este é o momento de descansar. Pede para os telemóveis serem desligados e discorre sobre a forma como interferem na vida social das pessoas, tornando mais difícil marcar um encontro, por exemplo. Conta que a música nos alerta para nos conectarmos às pessoas que realmente importam. Manda beijos para a família, mulher, filhos, para o pai que foi quem lhe meteu uma guitarra nas mãos, incentivando-o a ser. Claro, como qualquer filho, contrariou, quis ser jogador de futebol, surfista, não funcionou, e rendeu-se às evidências. Nesta grande elegia à instituição família pede palmas para a banda que é também a sua família.

Com Believe sentimos o lado humanista do seu último álbum acompanhado por imagens do vídeo feito em África. O público, mais uma vez, reage de forma efusiva. Em Stronger, a voz profunda de ‘blues’ tem o acompanhamento de toda uma sala em uníssono.

© Teresa Mesquita

Tatanka diz que já vê “uns rabinhos inquietos” com vontade de dançar e deixa o público à vontade para se levantar, puxando pela audiência e pedindo barulho que acompanhará Save My Day , seguido do enérgico Soul People, onde se destaca umas das vozes do coro. De mãos no ar, o Coliseu fica electrificado e, no meio desta energia, já Tatanka pegou em nova guitarra.

Envereda por mais uma conversa amena, agradece, pede salva de palmas para o público, senta-se e conta como a sua história começou no Porto com salas esgotadas, primeiro na Casa da Música e depois no Coliseu. Abranda, alguém no público faz “Shhh” e ele repete, quase como um mantra, arrancado gargalhadas do público.

Canta Red Dress num ambiente próximo, sentado na beira do palco, iluminado por um foco de luz rosa.

No fim abandona o palco para voltar logo de seguida, pedindo desculpa e agradecendo à Rádio Comercial e à RTP que permitiram a realização dos dois espetáculos nos Coliseus. Pede ao público que se levante, e todos acedem com gosto.

Silk corre pela coxia central e entra em palco: “look” marinheiro, com direito a bóina e pandeireta e atacam Funk n’ Drunk.

© Teresa Mesquita

Enquanto Tatanka troca novamente de guitarra entra Virgul, estiloso, com a sua calça de cabedal justa, revelando todo o ‘funk and soul’ em Retratamento/Moove.

Silk regressa para para Sex Machine que envolve todo o Coliseu num furacão de alegria contagiante, em que todos dançam de pé.

Já sem convidados, Wonder Why emociona o público, que se enlaça em pares românticos.

Dão-se as despedidas, e a assistência aplaude de pé, visivelmente extasiada, a cantar em uníssono.

O ambiente do encore é místico, com o vídeo em modo ‘road movie’. Ao levantar da guitarra de Tatanka o público volta a ficar de pé, todos dançam, e mais uma vez se destaca o talento da parelha de sopro. Enquanto vemos imagens de um pugilista, assistimos a uma ‘battle’ entre as percussões.

Finalmente a banda é apresentada, seguida da equipa técnica, e havendo ainda lugar para uma série de agradecimentos. Antes da última música a informação de que no final há brindes, venda de CDs, autógrafos e beijinhos. Alguém no público pede vinho: Tatanka brinca com o facto dos concertos de The Black Mamba serem extensos (já vamos com cerca de duas horas) e que, com vinho, pelas 4 da manhã ainda ali estaríamos…

Apresenta o último single, Still I Am Alive, pede que as luzes se acedam e que todos filmem para colocar no Youtube. Fala em português e inglês, deixa a guitarra, e entrega-se a último ato, uno com o público, onde a sinergia é quase palpável.

The Black Mamba Galeria Completa

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