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Tito Paris trouxe Cabo Verde à Casa da Música

Tito Paris trouxe Cabo Verde à Casa da Música

Isabel Mesquita
Isabel Mesquita
De gosto muito eclético adora conhecer e experimentar coisas novas. Interessa-se pelas mais variadas formas de arte. Tem sempre vários livros na mesinha de cabeceira...pelo menos um de poesia.
Tito Paris é um músico exímio, natural de Mindelo, S.Vicente, Cabo Verde. Multi-instrumentista, cantor, compositor, fez parte da banda de Cesária Évora como músico e arranjador

O concerto começa com um pequeno atraso e com “um obrigado por terem vindo” ao público ao qual Tito dedica a primeira morna “Era um sonho-morna PPV” do álbum Guilhermina lançado em 2002. Os sons quentes de Cabo Verde começam a invadir a sala com a sua voz inconfundível e meia rouca.

Tito Paris é um músico exímio, natural de Mindelo, S.Vicente, Cabo Verde. Multi-instrumentista, cantor, compositor, fez parte da banda de Cesária Évora como músico e arranjador, vem para Portugal aos 19 anos em 1982 a convite de Bana, começando a cantar em 1986. Em 1987 edita o seu primeiro disco “Fidjo Maguado”. « A morna, a coladeira, o funaná e todos os ritmos de Cabo verde correm-lhe nas veias».

© Teresa Mesquita

 

O concerto continua com “Guilhermina” uma homenagem à sua avó e por coincidência a Gulhermina Suggia que dá o nome à sala principal da Casa da Música. Segue para o seu álbum mais recente “Mim ê Bô” lançado em 2017 e antes de começar precisamente essa canção ensaia o refrão com o público: ”Mim ê bô ê mim, mim ê bô, bô ê mim”. Explica que é uma canção que fala sobre a amizade e que traduzindo significa “eu sou tu e tu sou eu ou seja se tu estás bem eu também estou bem”.

Recorda-se de uma vez que esteve no Porto há muitos anos a acompanhar Dani Silva e canta uma coladeira “Ilha na meio d’Oceano” com o público a bater palmas e a dançar sentados no lugar, o que seria uma constante até ao final do concerto. Continua com a canção “ Beijo de saudade” que gravou com Mariza da autoria de B.Leza. Mais uma vez o público ajuda a cantar o refrão. Seguem-se êxitos como “Mãm bia”,”Kel li ka t fazed”, “Muxima”, onde faz uma homenagem a Angola celebrando a lusofonia. Depois canta “Otilio otilia”, “Nina” e” Pretinha”.

© Teresa Mesquita

Naquela que seria a derradeira canção “ Dança ma mi criola ” e com o público todo em pé a cantar e dançar completamente rendido despede-se do Porto recebendo uma chuva de aplausos.
Tito volta ao palco num encore para cantar o clássico de Cesária Évora “Sodade” terminando assim um grande concerto.

Para quem ficou com vontade de ver ou rever, o próximo concerto vai ser dia 9 de Março no C.C. Olga Cadaval em Sintra.

 

Tito Paris – galeria completa

Isabel Mesquita
Isabel Mesquita
De gosto muito eclético adora conhecer e experimentar coisas novas. Interessa-se pelas mais variadas formas de arte. Tem sempre vários livros na mesinha de cabeceira...pelo menos um de poesia.