Toro Y Moi no Lisboa ao Vivo

Há muito que se ansiava o regresso aos palcos portugueses do produtor norte-americano, para uma noite de dança e regozijo, por entre luzes e ritmos que fizessem com que todos sentissem um entusiasmo avassalador
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Para opening act, estreou-se em solo português a artista dinamarquesa Erika de Casier. Numa LAV ainda por encher, pelo soar das 21H00, a mesma, acompanhada pelo seu baterista, demonstrou-se capaz de espalhar pelo espaço vibrações dignas do clássico R&B dos anos 90, captando a atenção de todos os presentes que se deixaram levar por uma sensação de romantismo noturno.

Munida de elementos visuais, a hora destinada a Erika de Casier cumpriu o seu propósito: não apenas colocar em destaque o potencial da artista e a sua adoração pelos estilos musicais que a caraterizam, como também preparar todos para a próxima hora que se avizinhava.

© Rui Oliveira

Após um ligeiro atraso de aproximadamente vinte minutos, permitindo a muitos levar a cabo o necessário refuel, eis que sobe a palco o jovem da noite – Chaz Bear a.k.a Toro Y Moi –, junto dos seus companheiros.

Iniciando a sua atuação com uma faixa mais atmosférica, pertencente a álbum que precedera o que se propunha apresentar na noite em questão, este arranque melancólico e vagaroso foi rapidamente progredindo para cenários marcadamente energéticos.

Idiossincrasia peculiar do artista, ninguém se revelou capaz de resistir aos groovy dance moves do artista. Postura sua rítmica e temperamental, coadunada com um espírito e essência positiva, que conduziu o público a dançar de forma liberta.

© Rui Oliveira

Desde os clássicos que moveram muitos a apaixonar-se pelo projeto – de que são exemplo, still sound, so many details, say that, entre outros – até aos atuais sónicos e dançáveis temas que compõem Outer Peace, Chaz, para muitos o rei da dança, conduziu a plateia ao rubro e comprovou que a sua criatividade e sensatez artística são uma constante que merece sempre ser apreciada e desfrutada em conjunto com o mesmo.

© Rui Oliveira

Decorridos 50 minutos, para muitos fugazes, prestes a dar por encerrado o concerto, retomam a atuação e, em jeito de encore, presenteiam o público com mais 3 faixas. Estas, encaixadas nos derradeiros 10 minutos finais, serviram, talvez intencionalmente, para expor as facetas camaleónicas do artista: primeiramente, freelance, faixa integrada no mais recente álbum; seguidamente, new beat, tema que compõe trabalhos passados; finalmente, rose quartz, sonoridade que se extrai do disco anything in return, sendo este um dos temas mais acarinhados pelos fãs da banda.

© Rui Oliveira

A aura de felicidade que pairava sobre o espaço, assim como satisfação e agrado por parte de todos os presentes, tornaram cristalina a mensagem transmitida à banda: que o regresso de Toro y Moi aos palcos nacionais se concretize para breve.

Toro Y Moi– galeria completa AQUI

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