Transitando até ao Mad Cool Festival

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Esta nota introdutória serve o propósito de demonstrar que com os nossos vizinhos e camaradas espanhóis muito podemos partilhar e experienciar, dado que Espanha igualmente detêm um forte cunho festivaleiro, organizando e erguendo alguns dos mais icónicos e simbólicos festivais europeus.

Situemo-nos primeiramente em Portugal, somente com o propósito de erigir uma espécie de “ponte” entre o que aqui ocorre e o que se confere em locais contíguos ao nosso.

Algo cada vez mais comum e reiterado na nossa cultura, apreciado e elogiado por todos e que acolhe o carinho e apreço inestimável dos mais distintos quadrantes populacionais. Anteriormente circunscrito a certos períodos do ano, quase que com eles formando um relacionamento simbiótico, mas que nos dias de hoje já se espalhou para as mais variadas e distintas épocas.

Os festivais de verão são quase que obrigatoriamente reservados enquanto dias de férias, dias de repouso e abstracção, horas para deambular e espairecer, esquecer os problemas que possuem a capacidade de nos assoberbar mas que neste hiato temporal são por nós ignorados.

Esta nota introdutória serve o propósito de demonstrar que com os nossos vizinhos e camaradas espanhóis muito podemos partilhar e experienciar, dado que Espanha igualmente detêm um forte cunho festivaleiro, organizando e erguendo alguns dos mais icónicos e simbólicos festivais europeus.

Um deles e que aqui nos propomos sumariamente falar, tecendo como que uma espécie de ode pela significância que evidencia, apelida-se de Mad Cool Festival, evento a decorrer no coração de Madrid, nos dias quentes de Julho.

É considerado, nos dias de hoje, dos festivais com mais destaque e, atento o mais recente cartaz lançado para a edição de 2018, aquele que merece inúmeros aplausos e adoração, deslumbre e fascínio, êxtase e pasmo, não só pelo que em si corporiza, mas também pelo esforço, afinco e zelo aqui imbuído.

Mesmo sem já ingressar naqueles que são os nomes que compõe o alinhamento do presente ano, o festival em si detêm as melhores e mais apreciadas características que qualquer evento musical pode oferecer ao público que decide por aqui passar os seus dias.

Um recinto com uma imensidão espacial que possibilita circular e disfrutar de forma liberta, enquanto se recolhe e aprecia os mais variados sonoros que vão preenchendo e denotando os quatro cantos deste espaço.

Um ambiente e espírito fiel ao que o festival procura transmitir a todos os que por aqui vagueiam, com os mais distintos atributos e qualidades, facultando como que uma jornada repleta de vivências.

Encabeçado por acérrimas singularidades musicais, artistas cujo primor e excelência jamais se imaginava que coabitassem no mesmo cartaz, ao ponto de perfazerem o eixo artístico-sonoro que aqui se formou e que muito provavelmente circulará nas vozes, não só dos que aqui decidiram estar presentes, mas também de todos os que atentamente assistem e acompanham o desenrolar deste icónico acontecimento cultural.

Desde a distinta e notória personalidade de Jack White, até aos bastiões do rock industrial com os Nine Inch Nails. Desde as batidas indie rock saudosistas dos Fleet Foxes, até aos profundos rasgos de rock dos Queens of the Stone Age Desde o mais acarinhado psicadelismo dos Tame Impala, até às sonoridades dreamy de Washed Out.

Senão impossível, quase que hipotético idealizar um cartaz deste calibre. Não obstante, ocorreu, erigiu-se e como que tornou-se numa referência do ano de 2018 e que com incomensurável entusiasmo muitos aguardam a sua chegada.

A todos os que tenham a oportunidade de por cá comparecerem e fazerem parte desta singular experiência musical, diga-se que, certamente, esta figurará enquanto marco cultural e referência artística do ano de 2018, à semelhança do que já tem ocorrido em transactos anos, quando comparada com demais ofertas existentes, não só a nível europeu, como igualmente mundial.