Uma noite de afeto pelo anjo branco WEYES BLOOD

Quatro anos depois da ultima visita, a americana Natalie Mering voltou a Braga e ao gnration, para apresentar o seu mais recente e aclamado trabalho, “Titanic Rising”, lançado em abril de 2019.
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Titanic Rising” é uma das melhores viagens musicais do ano de 2019, e o culminar do crescimento de Natalie Mering sob o pseudónimo de Weyes Blood. E foi com esse álbum que a cantora voltou a Portugal, e a Braga, na terça-feira 05 de novembro de 2019 para um concerto íntimo e próximo, que deliciou quem passou pelo gnration.

Este sítio é incrível. Estivemos aqui há quatro anos e voltar é muito bom”. De fato branco, acompanhada pela banda vestida de negro, Weyes Blood apresentou-se assim ao público bracarense, depois de abrir o concerto com a música que abre o álbum, “A Lot’s Gonna Change”.

© Hélio Carvalho

Ouvir Blood e a banda a entregarem-se completamente à primeira música é ouvir um álbum a ser feito ao vivo. A voz delicada, mas firme, e a música melancólica e crescente e trazem um novo impacto num espaço fechado e lotado como a Blackbox do gnration.

Durante o concerto, Mering foi deambulando entre a guitarra, o teclado, e a simples pose estática junto do microfone. Mas fosse em músicas mais calmas e antigas, ou em músicas mais recentes com mais efeitos sonoros e amor, Weyes Blood foi sempre transmitindo uma aura de acalmia, que enterneceu e calou o público do gnration, exceto nos intervalos em que irrompiam em palmas.

© Hélio Carvalho

Uma grande parte da setlist foi feita à base de músicas recentes, como “Everyday”, “Something To Believe”, “Mirror Forever” ou “Picture Me Better”. Mas as músicas mais antecipadas ficaram mesmo para o fim. Já perto do final do concerto, e depois de pedir sugestões ao público sobre locais abandonados – “nós gostamos disso. Se souberem de sítios abandonados, digam. Vamos lá beber um vinho verde” – Blood terminou com “Andromeda” e “Movies”.

Vénia feita à pressa é quase sempre sinal de encore. A banda não deixou o mistério morrer, mas também não demorou muito a voltar ao palco para mais quatro temas.

© Hélio Carvalho

Natalie Mering perguntou ainda se havia baby boomers na sala, antes de tocar uma cover de “A Whiter Shade Of Pale”, uma música dos lendários Procul Harum. Ouve suspiros na sala, à medida que a banda voltava atrás no tempo para um tema lançado nos anos 60.

Finalmente, Weyes Blood ficou sozinha em palco “como da outra vez que estive em Braga, só eu e a minha guitarra”. Fechou o espetáculo com “In The Beginning”, agradeceu ao público e despediu-se rapidamente. As luzes acenderam-se para mostrar uma audiência alegre e satisfeita, babada pelo carinho e afeto de Natalie.

Weyes Blood Galeria Completa

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