Depois do concerto no Teatro Tivoli em Lisboa, Fink apresentou o novo album na Casa da Música no Porto.

O concerto estava agendado para as 22h, mas o espetáculo começou com alguns minutos de antecedência. Na parede, ao fundo da sala sobre o palco, projetavam-se vídeos de diversas personalidades do mundo da música, alegadamente com testemunhos sobre Fink. Nomes como David Bowie, David Byrne ou até mesmo Nick Cave, teciam rasgados elogios ao trabalho da banda britânica. Warm Shaddow deu início àquele que seria um concerto algo atribulado. No final da primeira música, problemas técnicos levaram à intervenção dos roadies com vista a solucionar o imprevisto. Com uma solução improvisada, o concerto segue com Shakespear. Entre falhas e (verdadeiro) problemas, Fin Greenall garante que o concerto do dia anterior correu sem qualquer incidente. Será que alguém não quer que isto aconteça?... Entre músicas novas e outras mais conhecidas, o público entrava na onda. Entre o Indie Rock e o Trip Hop, os sucessos faziam a delícia de jovens e ... graúdos. Ao registar-se a terceira interrupção da noite, sem perder a postura e fazendo do concerto um convívio entre "amigos", obriga-nos a esperar até que o problema se resolva. Num registo desconfiado chega a perguntar aos restantes elementos da banda se Alguém teve, no passado, alguma namorada portuguesa? Seria, com certeza a justificação ideal para aquele que parecia mais uma sabotagem... Brincadeiras à parte, ouvem-se temas como Perfect Darkness, Resurgam e Cracks Appear. Mas o momento alto foi mesmo a dupla Looking To Closely seguida de Yesterday Was Hard On All Of Us. Para delírio do público, tudo teria sido perfeito se tivesse terminado nesta altura. Mas Fink tem muito mais para dar e não quer, de todo, desiludir. O concerto continua, nem que fosse somente como compensação dos percalços ocorridos. Depois de This is the ThingFin Greenall regressa ao palco sozinho, para um encore de uma única música. Pilgrim faz parte dos primórdios, do tempo em que não havia Spotify, smartphones ou Redes Sociais. No final, sem surpreender, todos quantos se reservaram a duas horas de espetáculo saem com sentimento de missão cumprida. Vieram para ver um bom espetáculo e foi isso que levaram para casa. Fink na Casa da Música, até pela voz de Fin Greenall, um concerto que jamais será esquecido. Galeria de Imagens: