A cantora baiana, atualmente com 72 anos, apresentou-se no seu estilo próprio e habitual, calma, serena, com uma voz melodiosa e inconfundível.

A diva brasileira continua com a sua digressão "Espelho d'Água" e ontem foi a vez de visitar o Coliseu do Porto e brindar o público do norte com a imensidão de êxitos que Gal Costa escolheu para esta "tourné", e que a mesma confessou teve muita dificuldade de escolha. Malefícios de uma carreira de enorme qualidade e brilhantismo.

Caetano Veloso foi desde sempre uma forte influência na carreira artística de Gal Costa, aliás, a sua estreia em palco, na década de 60, acontece na companhia de outros grandes nomes da música brasileira, dos quais, naturalmente, faz parte Caetano. "Vaca Profana" e "Amor Vagabundo" foram dois dos grandes êxitos que a cantora interpretou e que têm como autor e compositor Caetano Veloso.

"Você não Entende Nada" e "Meu Nome é Gal", dois temas tipicamente brasileiros e de sonoridade mais tropical fecham o reportório principal da noite, seguindo-se um encore longo, simultâneamente empolgante e comovente, com Amália Rodrigues a "integrar" a festa, com o tema "Uma Casa Portuguesa" a ser cantado por Gal Costa num dos momentos mais marcantes da noite.

Já na terceira vez que a artista subia ao palco, "Força Estranha" encerra definitivamente uma noite memorável, de uma das maiores estrelas da música brasileira que como um "Espelho D'Água" resumiu 50 anos de uma carreira brilhante para um público emocionado e exultante, que aplaudiu de pé na hora da despedida.