Não houve frio que não se transformasse em calor humano. Não houve quem impedisse o acontecimento de uma noite Épica, no HardClub.

À hora marcada, a noite começou com os tunisinos Myrath, desconhecidos para muitos, rapidamente conquistaram a sala já muito bem composta do Hard Club. A atuação foi curta, cerca de 25 minutos de um power metal bem tocado, mesclados com música tradicional árabe que resultam muito bem. A abrilhantar a atuação tivemos ainda a oportunidade de assistir em palco a acompanhar a banda, a uma dançarina a executar a dança do ventre.

A fechar ficou a confirmação que a banda voltará a Portugal em Março como headliners numa digressão de promoção do seu álbum. Sem dúvida uma banda a rever.

Mudança de cenário e pouco depois das 21 horas entravam em palco os holandeses Vüur, nova banda e projecto da icónica Anneke Van Giersbergen. Com uma larga legião de fãs desde a sua passagem pelos The Gathering no nosso país que não visitava desde 2011, aquando dum concerto acústico em nome próprio dado em Braga, foi recebida por uma sala já lotada onde desde o início se fez notar o carinho mútuo entre o público e Anneke.

Neste seu novo projecto Anneke volta aos sons mais pesados com músicas muito bem compostas e onde a sua voz magnífica e inconfundível é a imagem de marca. O concerto de cerca de uma hora foi um desfilar dos registos de “In this moment we are free – Cities” o cd de originais da banda, Sail Away-Santiago, My Champion-Berlim, Days Go By-London, Your Glorious Light Will Shine-Helsinky.

A atuação terminou com a cereja no topo do bolo, quando Anneke perguntou ao público se queria ouvir algo de The Gathering e se começaram a ouvir os acordes de Strange Machines. Loucura total no Hard Club com a sala a acompanhar Anneke nas letras neste hino da antiga banda da vocalista. Foi o final perfeito para um concerto cheio de energia e simpatia da banda.

Aguarda-se agora que a tour em nome próprio, já com algumas datas confirmadas, passe também por Portugal.

E finalmente chegava a hora dos cabeça de cartaz Epica, um dos nomes mais importantes da cena mundial do metal sinfónico, regressavam a Portugal depois de uma atuação arrebatadora no Vagos Open Air no verão deste ano.

E foi de facto um concerto poderoso em termos musicais e visuais, Simone Simons e os restantes membros da banda deram tudo em palco e revisitaram várias álbuns da carreira da banda. Eidola e Edge of the Blade abriram as hostilidades e podemos ouvir entre outras a Unleashed, The Holographic Principle e Victims of Contingency cantada em uníssono por todo o Hard Club e Once Upon a Nightmare.

A interacção com o público foi uma constante durante todo o concerto com apelos ao headbanging e circle pit, culminando com a descida do teclista Coen Janssen até junto do público.

Depois de abandonarem o palco, a sala gritou em coro o nome de Epica até os ter de volta. E assim foi, um encore com mais 3 músicas, fechando com a mais que aguardada Consign to Oblivion que como já é habitual incluiu uma Wall of Death.

Não ficaram dúvidas que foi uma grande noite de metal e as caras de felicidade que se podiam observar á saída eram a prova inequívoca disso mesmo.