Não há cultura com conforto e acreditamos que o BONS SONS é exemplo disso. Chegou a hora de nos reiventar-nos e de inovar.

Acreditamos também que “equipa que ganha” também se muda para que se mantenha atual e na fileira da frente. A habitual sinergia entre a aldeia e o programa musical português mantém-se, mas ganha novas formas, novas nomenclaturas e até novos palcos, para serem vividos de 9 a 12 de agosto.

A maior revolução deste ano é o novo palco. É verdade, ainda há recantos desconhecidos em Cem Soldos mesmo para quem possa pensar que já conhece toda a aldeia. O festival recebe, em 2018, um novo palco, que substitui o muito adorado palco Eira (destinado a partir de agora a outras novidades que serão relevadas em breve). Neste amor de verão que é o BONS SONS, o novo amor é o palco Zeca Afonso, o cantautor que defendia que uma revolução cultural não era ele poder ir tocar a mais sítios; revolução cultural seria chegar a esses sítios e encontrar música de lá. O palco a que dá nome é um anfiteatro natural num campo com algumas oliveiras, mesmo atrás da sede do SCOCS, muito propício a concertos dedicados à nova música portuguesa.

Para além deste novo palco, há palcos que recebem uma nova nomenclatura e têm novos formatos. É o caso do palco Tarde ao Sol, no adro da Igreja de São Sebastião, que a partir de agora presta homenagem a Amália Rodrigues, o nome mais internacional da música nacional. Num momento em que o BONS SONS quer conquistar novos territórios para a música nacional, Amália surge como um nome incontornável. O palco Amália terá, a partir deste ano, concertos, não só durante a tarde, como até aqui, mas também à noite, onde predomina a presença de músicos virtuosos de âmbitos diversos e inspirações várias, num palco que proporciona uma proximidade incrível entre músicos e o público.

Por outro lado, o Auditório de Cem Soldos passa a chamar-se Auditório Agostinho da Silva, não só durante o festival, mas durante o ano inteiro. Uma homenagem ao pensador que defendia que “o mundo acaba sempre por fazer o que sonharem os poetas” e que “viver interessa mais que ter vivido; e a vida só e real quando sentimos fora de nós alguma coisa de diferente”. O Auditório Agostinho da Silva recebe a programação ligada às artes performativas, cinema ou atividades dedicadas a crianças.