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Young Fathers, Andy Shauf, You Can’t Win Charlie Brown e Mão Morta são as novas confirmações para o Vodafone Paredes de Coura

Young Fathers

Young Fathers, Andy Shauf, You Can’t Win Charlie Brown e Mão Morta são as novas adições ao cartaz da edição de 2017 do festival Vodafone Paredes de Coura.

O trio de Edinburgo Young Fathers tem seguido uma trajectória muito própria com a sua combinação única de R&B, rap e pop, onde também vai cabendo o rap alternativo, o indie pop e até a música electrónica. Formado em 2008, durante a adolescência dos seus membros, e depois de passar por várias metamorfoses, o grupo gravou “Inconceivable Child… Conceived”, “Tape One” e “Tape Two” e começou a construir uma impressionante reputação enquanto banda ao vivo. “Death” chegou em 2014 com uma fusão de ritmos inventivos e corajosos e letras incisivas que lhes valeu o Mercury Prize, prémio que arrecadaram vencendo uma concorrência consideravelmente mais conhecida. “White Men Are Black Men Too” foi editado no ano seguinte e mostrou-se mais experimental que o seu antecessor. A mais recente contribuição do trio escocês é “Only God Knows”, música punk-gospel que faz parte da banda sonora de T2 – Trainspotting.

Igualmente interessado por música desde a adolescência, o canadiano Andy Shauf foi autodidata a aprender guitarra, bateria, piano e qualquer outro instrumento com o qual se cruzasse. As músicas que escreveu e gravou na cave da casa dos pais acabaram por se transformar em “Darker Days” (2009), trabalho ao qual se seguiu “Bearer of Bad News”, o registo com folk e pop sofisticados, editado em 2012, reeditado em 2015, e bem recebido pela crítica. O trabalho seguinte seguiu um processo semelhante na sua construção com Shauf a preferir gravar cada instrumento e arranjo ele próprio. O resultado é “The Party”, uma detalhada pérola pop para ver ao vivo na Praia Fluvial do Taboão.

Fundados em 2009 por Afonso Cabral, Salvador Menezes e Luís Costa, os portugueses You Can’t Win Charlie Brown passaram rapidamente a sexteto com a entrada de David Santos, Tomás Franco de Sousa e João Gil. O homónio EP de estreia abriu caminho a “Chromatic”, o primeiro LP da banda que a apresentou como projecto de linguagem musical definida e a levou a paragens dentro e fora do país. Seguiu-se “Diffraction/Refraction”, em 2014, e, quase três anos depois, regressaram com “Marrow”, o terceiro álbum de originais onde as tendências folk e as guitarras deram lugar a uma sonoridade mais eléctrica e dançável.

Reconhecida como umas das mais importantes bandas na cena rock portuguesa, os Mão Morta marcaram a sua posição desde o início, em 1985, com sons alternativos de experimentação, letras sombrias e uma intensidade e humor negro bastante característicos. Do rock ao punk, metal, industrial e experimental, a sonoridade dos Mão Morta pode ser difícil de categorizar, mas o seu lugar na história da música portuguesa está bem definido. À 25ª edição do Vodafone Paredes de Coura trazem a celebração dos 25 anos de edição de “Mutantes S.21”, lançado em 1992. O quarto álbum dos bracarenses, considerado por muitos o melhor do grupo, foi responsável, entre tantos outros temas, por “Budapeste (Sempre a Rock & Rollar)”, um dos mais conhecidos da mítica banda.