66467454_3367318819952335_761471532345065472_n

Resultados dos eventos-piloto por divulgar

Os eventos-piloto culturais promovidos em abril e maio de 2020 continuam inconclusivos.

Entre abril e maio de 2020 foram realizados quatro eventos-piloto em Braga, Coimbra e Lisboa, com plateia sentada e em pé, e com a submissão prévia dos espectadores a testes de diagnóstico, gratuitos, em colaboração com a Cruz Vermelha Portuguesa. Estes eventos, segundo o Governo, destinavam-se a definir “novas orientações técnicas e a realização de testes de diagnóstico de SARS-CoV-2 para a realização de espectáculos e festivais“.

Mais de um mês depois as conclusões estão por divulgar. A Associação de Promotores de Espectáculos, Festivais e Eventos (APEFE) começou por invocar “um problema informático” com os dados dos espectadores que participaram nos eventos-piloto. A Associação Portuguesa de Festivais de Música (Aporfest) lamentou que os eventos-piloto tenham sido uma “perda de tempo”, e diz ter sido surpreendida, 45 dias depois da sua realização, com um “problema técnico” na gestão dos dados.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) declarou à agência Lusa que a demora não se deve a qualquer erro técnico ou informático, afirmando que “os trabalhos de monitorização de potenciais casos de infeção de SARS-CoV-2, após a assistência aos eventos culturais piloto de abril e maio, estão ainda em conclusão“. Este organismo admitiu que “é necessário fazer corresponder a informação de identificação que foi utilizada para aceder aos eventos com o número de utente do Serviço Nacional de Saúde, o que torna o processo mais demorado“.

Os dados destes eventos-piloto permanecem desconhecidos, mas o Governo já decidiu, em reunião de Conselho de Ministros, que será obrigatória a realização de testes de diagnóstico à covid-19 para a entrada em eventos desportivos e culturais, e delegou na DGS a definição do número de participantes por evento a partir do qual é exigida: mais de 500 pessoas em recinto fechado, ou mais de 1.000 ao ar livre.

A Associação Espetáculo – Agentes e Produtores Portugueses defendeu que os testes de diagnóstico à covid-19 devem ser gratuitos em eventos culturais, o que foi descartado pela DGS. Como contrapartida da obrigatoriedade, pediu um aumento da lotação das salas. Álvaro Covões, diretor da Everything Is New e representante da APEFE (Associação de Promotores de Espetáculos, Festivais e Eventos), considerou as novas normas da Direção-Geral de Saúde incompreensíveis, e uma “sentença de morte” para o setor da cultura.

Últimas Reportagens
Menu

Bem-Vindo(a)!