Caetano Veloso faz magia no Coliseu do Porto

Ontem, dia 7 de setembro (2021), Voz e Violão, de Caetano Veloso levou o público aos momentos saudosos de um grande concerto.
Caetano Veloso faz magia no Coliseu do Porto

O Coliseu encheu, dentro da lotação permitida pela DGS, e o público vibrou, cantou, aplaudiu de forma estrondosa este concerto, que de tão simples e despojado de cenários, cor, luzes e artifícios se tornou tão especial.

A voz e o violão de Caetano encheram a sala, assim como a sua presença tão descontraída e empática com o público.

Claro que surgiram comentários, por parte do público, ao presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, mas o intérprete fez referência que para o Brasil ser independente, a frase mais proferida durante quase todo o espetáculo, “ fora Bolsonaro” seria o primeiro passo.

O artista foi deveras aplaudido em todos os temas, mas as ovações em pé ficaram para os temas Menino do Rio, O Leãozinho e Terra.

Destaque para dois temas não interpretados em português, Tonada de Luna Llena, tema venezuelano, de Simón Diaz, que foi cantado acapella, foi um momento especial, único, arrepiante, o público delirou; o outro tema, cantado em inglês e da sua autoria, Nine Out of Ten, também foi maravilhoso, o inglês com o sotaque do português do Brasil, acompanhado pelo violão, foi sublime.

Neste concerto, Caetano referiu vários intérpretes portugueses que admira, mas por estar no Porto, destacou Rui Veloso e o seu tema Porto Sentido.

A reentrada em palco para o bis foi sobejamente aplaudida, ninguém queria que chegasse o fim. E interpretou mais três temas, dos quais destaco, A Luz de Tieta, que todos cantaram de pé e já não se voltaram a sentar para os temas seguintes.

Tinha chegada o fim e só quando as luzes da sala se acenderam é que todos se deram conta que tinha chegado a hora de ir embora.

Magnífico, brilhante, e intemporal apesar dos seus 79 anos.

Já tive a oportunidade de assistir a outros concertos de Caetano Veloso, inclusive com os seus filhos, todos no Coliseu do Porto, mas este marcou-me, talvez pelas saudades dos grandes concertos, ou talvez pela fome e avidez que tenho pelos espetáculos ao vivo.

A Cultura faz muita falta, não entendo como muitos não compreendem isso! A Alma também come!

Texto: Ana Cristina Tavares
Fotografias: Igor de Aboim

Galeria completa no

Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é Behance.png
Menu

Bem-Vindo(a)!