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SUPER BOCK EM STOCK regressa a 19 e 20 de novembro de 2021 à Avenida da Liberdade, em Lisboa

Depois de um ano de interregno forçado pela Covid19, o Super Bock em Stock regressa a 19 e 20 de novembro de 2021.

No próximo mês de novembro, a música volta a encher a Avenida da Liberdade, em Lisboa, com o regresso do Super Bock em Stock!

O Super Bock em Stock volta a encher a Avenida da Liberdade em Lisboa e artérias adjacentes, com alguma da melhor música do momento. A ordem é caminhar pelas ruas e, de sala em sala, descobrir música nova, desfrutando e descobrindo também os recantos da cidade que, no dia a dia, nos passam desapercebidos. A paisagem urbana da capital volta, assim, a entrelaçar-se com as melhores propostas da vanguarda da música, num ambiente único. 

As primeiras confirmações para o regresso do Super Bock em Stock são: Django Django; Benny Sings; Black Country, New Road; Miraa May; Filipe Karlsson; Leo Middea; Acácia Maior. 

O bilhete único válido para os dois dias do Festival encontra-se já à venda nos locais habituais, pelo preço de 40€ até 15 de outubro, passando para 45€ a partir do dia 16 de outubro e para 50€ nos dias do Festival.

No início, os Django Django não ambicionavam ser mais do que uma banda de culto, com um som às vezes ‘esquisito’ e uma audiência pequena, mas fiel; a verdade é que hoje são muito mais do que isso, chegando a milhares de pessoas e atuando nos maiores festivais do planeta. A diversidade musical do início da década de 90 influenciou os elementos da banda e aquela que viria a ser a identidade sonora dos Django Django. De facto, as classificações e os rótulos nunca foram importantes e eles sempre pareceram desajustados ou curtos para definir aquilo que a banda criava a cada nova música. Essa liberdade já aparecia no disco homónimo editado em 2012 – uma mistura de rock de garagem com uma suave electropop. E também foi logo aí que veio a surpresa em relação ao impacto da banda: o disco valeu uma indicação para o Mercury Prize e constou na lista dos melhores do ano para publicações como a Rolling Stone e a NME. Seguiram-se “Born Under Saturn” (2015) e “Marble Skies” (2018), registos que confirmavam os Django Django como uma das bandas mais estimulantes da última década. Em 2020 editaram “Glowing in the Dark”. A fuga é um dos temas fortes deste novo disco dos Django Django: fuga das restrições, do desespero, da vida numa pequena cidade e até o sonho de fugir da própria Terra. Mas esta fuga vem sempre acompanhada de uma esperança e de um otimismo que marcam esta nova fase da banda londrina.

Tim van Berkestijn, mais conhecido por Benny Sings, é um prolífico compositor, produtor e artista de Amesterdão. Ao longo destes anos de carreira Benny sempre procurou aprimorar a sua linguagem artística, ao mesmo tempo que criava autênticas pérolas pop que lhe garantiram fãs como John Mayer, Anderson .Paak e Rita Ora. Já colaborou com artistas como Free Nationals, Sukima Switch, Mayer Hawthorne, entre outros, e viu a sua música ser escolhida para séries como “Girls”, “Love Life”, “Love” ou “Easy”. Numa época em que a música é mais necessária do que nunca, para fazer frente a sentimentos mais desesperados e trazer algum consolo, essa é precisamente a proposta de Benny: fazer canções que possam dar uma certa energia às pessoas, uma energia que contrarie a energia mais pesada destes tempos. As canções luminosas de Benny rementem-nos para as décadas de 70 e 80, mas também trazem consigo uma toada R&B típica das décadas de 80 e 90. Benny já vai no oitavo disco da carreira, depois da edição de “Music”, em 2021, pela Stones Throw Records. E, graças a este registo, atingiu a marca dos 20 milhões de plays nas plataformas de streaming. Com as participações especiais de Cautious Clay, Mac DeMarco e KYLE, “Music” é um disco em que as canções são tudo aquilo que mais importa.

Os Black Country, New Road são mais do que uma banda, são quase uma família. E isso nota-se na forma como quem ouve também é convidado a entrar no universo formado por Lewis Evans (saxofone), May Kershaw (teclado), Charlie Wayne (bateria), Luke Mark (guitarra), Isaac Wood (voz e guitarra), Tyler Hyde (baixo) e Georgia Ellery (violino). E, neste caso, o número de elementos também quer dizer uma diversidade de influências que concorrem para o som dos Black Country, New Road: aqui há ecos de jazz, rock, klezmer, spoken-word, pós-punk e uma série de outros estilos, sem que, em algum momento, a proposta da banda deixe de soar natural. Quando começaram a atuar no Windmill, em Brixton, Londres, logo chamaram a atenção pela força avassaladora das suas atuações. E só precisaram de dois singles para que o nome Black Country, New Road chegasse definitivamente aos ouvidos melómanos um pouco por todo o mundo. “Sunglasses” e “Athen’s, France” geraram uma onda de entusiasmo em todos aqueles que acreditam no futuro do rock. E “For The First Time”, o disco de estreia, está aí para confirmar as melhores expetativas em torno destes sete jovens músicos.

Se muitas vezes se diz que este ou aquele artista faz música para pensar ou para dançar, a proposta de Miraa May é suficientemente abrangente para que se possa dizer que nos faz rir, chorar, pensar, sentir e mais umas tantas coisas. Esta artista nascida na Argélia oferece-nos canções sobre as amizades, as experiências nas ruas de norte de Londres, onde cresceu, e as histórias de uma vida moderna. O primeiro EP chegou em 2014: “The Beginning”. Essas primeiras canções, em conjunto com as suas performances ao vivo, atraíram a atenção do premiado produtor Salaam Remi (Amy Winehouse, Nas, The Fugees…), que viria a produzir o segundo EP de Miraa: “N15”. E agora Miraa May editou aquela que é, até ao momento, a sua mais franca, sincera e desarmante coleção de canções. “Care Package” documenta a vida de uma jovem mulher capaz de se debruçar sobre os grandes temas e também sobre aqueles temas mais pequenos, que, nas canções de Miraa, ganham uma outra dimensão. O amor, a vida, a tristeza, as relações, a cozinha, os jogos e até Anime (que inspira a arte do disco), tudo isto é matéria para “Care Package”, editado pelo Island Records.

Filipe Karlsson retrata uma relaxada correria entre as ondas do mar e o estúdio de produção, na forma de uma disco pop despretensiosa, inspiradora e carregada de groove. Em 2020, o artista luso-sueco estreou-se nas edições em plena pandemia, numa altura em que as suas “Teorias do Bem Estar” se acabaram por revelar mais essenciais do que nunca. Ainda no ano passado foi revelado um novo conjunto de canções. “Modéstia à Parte” tem êxitos como “Razão” ou “A Paragem“, temas que, meses mais tarde, seriam finalmente libertados diante de plateias esgotadas, em palcos como a Altice Arena, o Teatro Maria Matos ou a Casa da Música. Determinado em não baixar o ritmo e continuar a espalhar positivismo e boa onda em forma de canções, Karlsson reserva-nos para 2021 o último EP desta trilogia de curtas durações. “Vento Levou” é um single de verão que também sabe bem ouvir em pleno outono.

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