FOGO FOGO AO VIVO

FOGO FOGO AO VIVO

APRESENTAÇÃO DO PRIMEIRO DISCO DE ORIGINAIS "FLADU FLA" HARD CLUB, PORTO | 15 OUTUBRO

“Fladu Fla” é o primeiro disco de originais dos Fogo Fogo depois de editados três Eps e será apresentado pela primeira vez no Porto já no próximo dia 15 de outubro no Hard Club.

Este concerto representa uma revisita da banda à Invicta, onde não atua ao vivo desde 2017, ano em que abriu a edição do festival NOS Primavera Sound. Um regresso muito aguardado pelos FogoFogo que prometem inundar a sala com ritmos quentes e dançantes.

Em março 2020, a poucos dias da pandemia, os FogoFogo terminam a gravação do seu primeiro álbum de originais, nos estúdios Namouche. Contaram com a ajuda dos músicos JonLuz no cavaquinho, Djair e Mário nas percussões, e na co-produção e mistura, com a ajuda do brasileiro Kassim e o norte americano VictorRice.

Intitulado “FladuFla”, o novo disco é composto por onze temas: nove originais e dois escolhidos do cancioneiro de funaná: “Ka Bu Frontam”, de Menu Petcha, e ”Labrada” de Catchás, aqui no seu primeiro registo discográfico.

 “Fladu Fla” sugere-nos um olhar telúrico através de alguns costumes e expressões Cabo-verdianas. É o caso da canção que dá nome ao disco e que aborda o costume da maledicência e da perpetuação do boato, da notícia sensacionalista pouco fundamentada. 
Mas outras canções como “Snaki Pa Guloso”, ”Ca Ta Da”, “DiaNão” ou “Hora Di Bai”, apontam também, ora para reflexos de consequências de sonhos cheios de esperanças e coragens na hora de partir (“Hora Di Bai”), ora as impossibilidades de viver sem saúde, amor ou dinheiro (“Ca Ta Da”), ou o quão difícil é viver nas malhas do preconceito (“Dia Não”), ou ainda ao apontar e espetar o dedo no manjar exclusivo do privilégio (“Snacki Pa Guloso”). 

Mas nem só de protesto vive o funaná de FogoFogo: envolto de muito movimento e psicadelismo, também se encontram temas mais leves ou sentimentais no repertório. Inteiramente para a dança é-nos apresentado o tema “Que Kbo Cre” ou, na temática do amor, o caso de “Labrada” ou “Dxam Fica Na Bo”.

Integram ainda o alinhamento sons de clássicos do “funana” que a banda transporta para os tempos de hoje, utilizando instrumentos elétricos e formações musicais semelhantes às dos grupos de pop/rock e afro/funk/reggae dos anos 60/70. Com influências de rock psicadélico e dub, alguns dos estilos mais experimentais dessas épocas, procuram levar mais longe essa tradição, à luz dos dias de hoje. Nesse sentido, a proposta de Fogo Fogo demarca-se das demais, quase exclusivamente ligadas à música eletrónica.

Em palco, a formação é clássica: Edu Mundo na bateria, Francisco Rebelo no baixo, Danilo na guitarra solo e voz, David Pessoa na guitarra ritmo e voz e João Gomes nos teclados.

Últimas Reportagens
Menu

Bem-Vindo(a)!