RESISTÊNCIA em dia de São Valentim com GAJOs à mistura

Para comemorar os 30 anos de carreira, o Coliseu de Lisboa recebeu os Resistência, emblemática formação de músicos portugueses formada nos anos 90 e que contou com João Morais vulgo “O Gajo” na 1ª parte.
Resistência em dia de S. Valentim com “Gajos” à mistura!

O Gajo é João Morais, guitarrista que se movimentava no underground nacional, ligado ao circuito punk-rock passando por bandas como os Corrosão Caótica, Carbon H ou Gazua.

Em 2016, num concerto em Beja deu de caras com Paulo Colaço, exímio tocador de viola campaniça, instrumento musical usado para acompanhar os cantares à desgarrada ou a despique em terras alentejanas e encontrou a sonoridade que procurava. Acompanhado de Carlos Barretto no contrabaixo e José Salgueiro na percussão, o Gajo aqueceu o ambiente com um instrumental de identidade própria entre o jazz, fado, rock mas mantendo a sonoridade deste instrumento tão português. Uma agradável surpresa.

Alinhamento:

  • Gato Pardo
  • Electro Santa
  • Cidade Fantasma
  • Varredor
  • Morfeu
  • Bailão e Cigano

Resistência


Se existem supergrupos musicais portugueses, seguramente os Resistência são um deles. Formados nos finais dos anos 80 pela mão de Pedro Ayres de Magalhães, deram um concerto experimental na Feira do Livro de Lisboa de 1989 contando ainda com Tim, Fernando Cunha, Olavo Bilac e Miguel Ângelo, juntamente com o baixo de Fernando Júdice, a bateria de Alexandre Frazão, as percussões de José Salgueiro e ainda as guitarras de «Dudas» (Rui Luís Pereira) e Fred Mergner.

Ao longo dos anos o grupo sofreu alterações, a qualidade sonora manteve-se, com um quinteto de guitarras acústicas com orquestrações simples e sublimes de temas que são verdadeiros hinos e que ganharam nova vida. Para este concerto no Coliseu dos Recreios de Lisboa, inserido no festival “Montepio às vezes o amor”, os Resistência comemoraram 30 anos de carreira e contaram com a participação de Tim, Fernando Cunha, Olavo Bilac, Miguel Ângelo, Fernando Júdice, Alexandre Frazão, José Salgueiro, Mário Delgado e Pedro Jóia.

Com cerca de 30 minutos de atraso em relação à hora prevista para o início, soaram os primeiros acordes de Fado dos Heróis do Mar seguindo-se Sete Naves dos GNR e Cantiga de Amor dos Radio Macau. Nenhuma canção era desconhecida do público lisboeta mas há sempre algumas que despertam mais emoção e levaram a entoar de cor e salteado os refrões de temas como Um lugar ao sol, Não voltarei a ser fiel ou Não sou o único.

O espetáculo terminou com um encore e com o tema Nasce Selvagem com o público a cantar em pé e com Olavo Bilac a empunhar a bandeira portuguesa em pleno palco. Apesar de não estar cheio o Coliseu registou uma “boa casa”, com um público algo receoso nesta nova realidade mas que com o decorrer do show se libertou terminando em ambiente de festa com o amor como mote ou não estivéssemos em noite de S. Valentim.


Alinhamento:

  • Fado
  • Sete Naves
  • Cantiga de Amor
  • Se Te Amo
  • Vai sem medo
  • Traz outro amigo
  • Liberdade
  • Aquele Inverno
  • Deitar a Perder
  • Perigo
  • Timor
  • Esta Cidade
  • Prisão em Si
  • Circo de Feras
  • Só no Mar
  • Um Lugar ao Sol
  • Não Voltarei a ser Fiel
  • Chamaram-me Cigano
  • A Noite
  • Não Sou o Único
  • Amanhã é Sempre Longe
  • A gente Vai Continuar
  • Marcha dos Desalinhados
  • Nasce Selvagem

Texto: Sílvia Domingues
Fotografias: Jorge Pereira

Galeria completa no

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