CLUBEDO: entre 06 e 14 de dezembro de 2019 o jazz vai andar em romaria pelo centro do Porto

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Será a segunda edição do Clubedo, a romaria jazz por excelência que se propõe a reavivar o circuito de clubes e salas da cidade com propostas urgentes, novos discos, e projectos em trânsito de relevância internacional. Depois de uma primeira edição incluída no Festival Porta-Jazz em 2018, o evento acontece em separado, numa antecipação ao que será o festival marcado para fevereiro de 2020. A ter lugar entre os dias 6 e 14 de Dezembro de 2019, o Clubedo é curado e organizado pela Associação Porta-Jazz e propõe uma visita às diversas linguagens jazz do agora, num ciclo de concertos por várias salas icónicas da cidade.

Reunindo artistas de renome, jovens certezas e parcerias internacionais, o Clubedo propõe-se a olhar e pensar o jazz enquanto organismo vivo e em constante renovação. O evento é um convite à descoberta do jazz e dos espaços que habita, num percurso estendido ao longo de dez dias, com onze concertos, um encontro de escolas e oficina, um lançamento de disco, colaborações inéditas e regressos aguardados. Pelo Porto actuam Luís Lapa & Pé de Cabra, o Trio João, Puzzle, North Camels Large Ensemble, Wiz, Filipe Teixeira Trio “Tao”, Sexteto Mário Santos “bloco A6”, Galip “Cale”, Aladdin Killers, Paula Sousa e Ohad Talmor Trio.

O Clubedo inicia o caminho em direção ao evento-essencial dos principais agitadores da cultura jazz na Invicta, o Festival Porta-Jazz, que tem a 10ª edição apontada para os dias 7, 8 e 9 de Fevereiro de 2020 no Teatro Rivoli. A política de preços dos bilhetes para os concertos do Clubedo será a praticada por cada sala durante o ano, variando entre a entrada livre e os 8€. Os membros da Porta-Jazz terão entrada livre em todas as sessões. 

ALINHAMENTO CLUBEDO 2019:

SEX, 6 Dez, 21h30, Mira Forum
Luis Lapa & Pé de Cabra (PT)
Formação: Luís Lapa – guitarra e composição; Filipe Teixeira – contrabaixo; Acácio Salero – bateria
O jogo do Clubedo arranca com o Pé de Cabra de Luís Lapa, um trio liderado pelo guitarrista multifacetado e peça essencial da proliferação das linguagens de jazz um pouco por todo o país. Depois de liderar o Corpo de Intervenção, Lapa apresenta-se num formato mais despido, mas de roupagens familiares, com a sua guitarra a ditar os andamentos da sua secção rítmica de luxo, composta pelo contrabaixista Filipe Teixeira e pelo baterista Acácio Salero. O trio revisitará um suave e ácido “O Homem Invisível”, registo de longa-duração lançado com Carimbo Porta-Jazz em 2017.

SÁB, 7 Dez, 19h00, Sala Porta-Jazz
Trio João (PT)
Formação: João Grilo – Piano e eletrónica; João Hasselberg – Contrabaixo e electrónica; João Sousa – Bateria
Depois de uma primeira apresentação em Julho 2019 no Festival Robalo, em Lisboa, o Trio João reúne-se novamente para uma residência na Sala Porta-Jazz e apresenta, no primeiro fim de semana do Clubedo, um tento congeminado durante essa semana de conspirações. Grilo, Hasselberg e Sousa balançam as suas expressões intensas e elementos de electrónica com várias medidas de ausência de som, trazendo o silêncio, a pausa e o espaço entre sons para o mesmo plano da criação improvisada.

SÁB, 7 Dez, 22h00, Sala Porta-Jazz
Puzzle (PT)
Formação: Pedro Neves – Piano; João Paulo Rosado – Contrabaixo; Miguel Sampaio – Bateria
Puzzle é um trio de peças, pesos e intensidades diferentes, composto pelo pianista Pedro Neves, pelo contrabaixista João Paulo Rosado e pelo baterista Miguel Sampaio. Sob este epíteto, os três músicos contribuem com a mesma conta, peso e medida, para a construção de intrincadas peças musicais. Puzzle trazem novas cores, garridas, para a programação do Clubedo, numa sessão em que três não é um número ímpar, mas um equilíbrio de partes iguais.

DOM, 8 Dez, 22h30, Hot Five Downtown
North Camels Large Ensemble (PT)
Formação: Pedro Jerónimo – trompete; Hugo Caldeira – trombone; João Paulo Silva – sax alto; Pedro Simões Matos – sax tenor; Rafael Gomes – sax baríotono; Joaquim Festas – Guitarra; Ricardo Moreira – piano; Joni Axel – contrabaixo/baixo; José Stark – bateria
North Camels Large Ensemble comprime num só espaço os sinais de nove estudantes e ex-estudantes da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto, posicionando-os numa expressão mais tradicional do jazz. Com uma secção de sopros volumosa, desenrolada em volta de guitarra, piano, contrabaixo, e bateria, o noneto debruça-se sobre os fundamentos do jazz por via de peças originais e arranjos, todos assinados pelos seus nove elementos. 

SEG, 9 Dez, 22h30, Embaixada do Porto
WIZ (PT, FR, ES)
Formação: José Pedro Coelho – saxofones; Wilfred Wilde – guitarra; Iago Fernandez – bateria
Colaboradores de longa data, os WIZ são um combo cuja existência parece uma constante entre os seus três elementos, que desfilam uma lista de colaborações comuns, frequentes e em vários outros contextos, quer nas incursões a solo do galego Iago Fernandez, que contam com a guitarra de Wilde, quer no quinteto deste último, em que Iago assegura a secção rítmica.

TER, 10 Dez, 22h00, Café Concerto da ESMAE
Filipe Teixeira Trio “Tao” (PT)
Lançamento de novo disco editado com Carimbo Porta-Jazz 
Formação: João Mortágua – saxofone alto; Acácio Salero – bateria; Filipe Teixeira – contrabaixo
O trio que toca “Tao”, liderado pelo contrabaixista Filipe Teixeira, toma proverbialmente a estrada do Clubedo, assumindo como parte do seu caminho um momento que pede uma solenidade devida: o lançamento do novo longa-duração, homónimo, a ser editado com o Carimbo Porta-Jazz. O trio existe num equilíbrio entre o saxofone alto de João Mortágua, a bateria de Acácio Salero e as cordas de Filipe Teixeira, também compositor, numa relação simbiótica justamente epitetada pelos próprios como Yin, Yang e o S que define a sua relação e a sua sonoridade. Que, acrescentamos, não os separa, mas os distingue e os movimentou na direção deste ciclo.

QUA, 11 Dez, 22h30, Ferro Barr
Sexteto Mário Santos “bloco A6” (PT, ES)
Formação: Mário Santos – saxofones ; João Guimarães – saxofones e flauta; Ricardo Formoso – trompete e fliscorne; Miguel Moreira – guitarra ; António A. Aguiar – contrabaixo ; Marcos Cavaleiro – bateria 
Uma estreia no novo Ferro Bar, mas longe de ser uma novidade, o grupo de Mário Santos retorna aos palcos por via do Clubedo, desta feita metmorfoseando-se de Quarteto para Sexteto. Nascido com quatro pares de braços e já com 10 anos no conta quilómetros, o Quarteto Mário Santos: bloco A4 juntava a guitarra de Miguel Moreira, o contrabaixo de António Augusto Aguiar e a bateria de Marcos Cavaleiro sob a batuta e saxofone do seu nome charneira, formação que editou “Nuvem” em 2013. Agora com os companheiros João Guimarães, nos saxofones e flauta, e Ricardo Formoso, no trompete e fliscorne, o Sexteto assume-se como bloco A6, mantendo a orientação de folha pautada, em que as linhas das suas peças não delimitam a expressão dos seus membros. 

QUI, 12 Dez, 22h30, Hot Five Uptown
Galip “Cale” (PT, ES)
Formação: Eduardo Cardinho – Vibrafone; José Pedro Coelho – Saxofone tenor; Xavi Torres – Piano; André Rosinha – Contrabaixo; Mário Costa – Bateria (convidado)
Depois de um desafio lançado ao vibrafonista Eduardo Cardinho, a propósito da 8ª edição do Festival Porta-Jazz, o quinteto Galip prepara um regresso ao circuito da Associação, desta vez como uma das principais peças do circuito Clubedo. Esta formação, com os portugueses José Pedro Coelho no saxofone tenor, André Rosinha no contrabaixo e Mário Costa na bateria (que substitui o holandês Jamie Peet, membro original da formação), e o catalão Xavi Torres no piano, apresenta-se uma vez mais num evento da associação portuense, num concerto que serve para confirmar o que nunca foi dúbio: uma química notável entre os cinco elemento de Galip.

SEX, 13 Dez, 22h30, Passos Manuel 
Aladdin Killers (PL) 
Curadoria do Katowice JazzArt Festival
Formação: Adam Stodolski – baixo e contrabaixo; Mateusz Pawluś – teclados e electrónica; FXJarosław “Jaroz” Pakuszyński – scratch e electrónica; Przemek Borowiecki – bateria e electrónica
Parte da missão da Associação Porta-Jazz de divulgar um pouco por todas as casas as sonoridades jazz mais livres e menos estandardizadas. Parte deste exercício é, também, a necessidade de cruzar linguagens e abordagens através de programas de intercâmbio com outras entidades e eventos. Um dos parceiros da Porta-Jazz a trabalhar nesse sentido é o Katowice Festival JazzArt, responsável pela programação deste concerto no cinema Passos Manuel. O nome selecionado para tomar o palco é o do quarteto Aladdin Killers, combo de fusão jazz com inspirações variadas e que acrescenta a um trio de bateria-contrabaixo-teclas a ciência da expressão DJing por excelência, o turntablism.

SÁB, 14 Dez, 19h00, Sala Porta-Jazz
Paula Sousa (PT)
Formação: Paula Sousa – piano e composições; João Guimarães – saxofone ; Eurico Costa – guitarra ; Pedro Molina – contrabaixo ; João Pereira – bateria
Paula Sousa é uma pianista e teclista com um dos trabalhos mais particulares da cultura musical portuguesa, com um role de colaborações que vai desde os Repórter Estrábico, aos Três Tristes Tigres e aos Ban, e que cedo se estendeu a sonoridades mais jazz, por via dos seus estudos no Hot Clube de Portugal e na Berklee College of Music. O seu percurso singular, com um impacto indiscutível nas gerações de músicos formados nos últimos 20 anos, deu forma a uma obra bela, em que cruza elegantemente as linguagens jazz e de tradição clássica ocidental em especial no universo pianístico. De resto, é esta a principal motivação para este momento especial da programação do Clubedo: trazer a música de Paula Sousa ao Porto.
 

SÁB, 14 Dez, 22h00, Sala Porta-Jazz
Ohad Talmor Trio (US)
Formação: Ohad TALMOR – Saxofone Tenor; Miles OKAZAKI – Guitarra; Dan WEISS – Bateria
Ohad Talmor é um dos nomes essenciais do jazz moderno, em torno do qual circulam músicos como Jason Moran, Carla Bley, Chris Porter, e Kurt Rosenwinkel. Para o Clubedo, Talmor vem com uma versão “redux” do seu sexteto, aqui desdobrado para um colossal trio que compõe com os seus colaboradores de longa-data: o guitarrista Miles Okazaki, membro de combos liderados por John Zorn, Steve Coleman e Jesse Malin, e Dan Weiss, baterista e percussionista inventivo, meritoriamente reconhecido no circuito jazz e da música experimental e com um role invejável (e quase incontável) de colaborações. Uma fatia significativa do repertório do trio é inspirado pela música Hindustani, com alguns dos arranjos de Ohad a serem feitos sobre composições tradicionais para tablas.

Actividade Paralela:
DOM, 15 Dez, Sala Porta-Jazz
Encontro de Escolas: Oficina + Concerto com a participação de alunos de várias escolas de música do norte e centro do país, precedido da oficina, com a orientação de Talmor, Okazaki e Weiss.
Não há melhor maneira de dizer um até já do que focando atenções no futuro. É já com o coração focado na 10ª edição do Festival Porta-Jazz, que os sentidos serão re-orientados para o que serão as formas do organismo jazz nos próximos tempos, por via do Concerto de Escolas. Este momento será entregue a alunos de várias escolas do Norte e Centro do país, que irão participar numa oficina conduzida por Ohar Talmor, Mike Okazaki e Dan Weiss.

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