O Sol da Caparica 2019: O terceiro dia

Foi com lotação esgotada, que o Parque Urbano da Caparica, recebeu nomes consolidados do panorama musical português e brasileiro.
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Depois de dois dias de festival, a expectativa para o terceiro dia estava altíssima. Era possível sentir, ao início da tarde, que a afluência do público seria muito maior. Encontrámos filas enormes, para entrar no recinto, sendo que a maioria do público era jovem, com uma faixa etária entre os 14-20 anos.

Desta forma, não foi surpreendente perceber que, às 17h00m, junto ao palco Fullest, já havia muito público pronto para receber Truekey, nome emergente do hip-hop português.

© Joana Ruth

Truekey Galeria Completa

O rapper de Odivelas, que encontrou um público dedicado do princípio ao fim, aproveitou a oportunidade da melhor forma. Apresentou temas do seu álbum “Aparição” e da mixtape “Neblina” e encerrou com “Dream Chaser”, um dos seus singles mais recentes. No final deixou o repto: “Nunca deixem de perseguir os vossos sonhos!”

A ambiente aqueceu para seguidamente receber os Força Suprema. O colectivo de hip-hop levou o público à loucura. Com uma performance muito forte, deixaram tudo em palco. “Não fala comigo” e “Deixa o Clima Rolar” foram alguns dos temas apresentados. O grupo fez questão de, no fim, distribuir cds pelo público que muito fez por merecer o gesto.

© Joana Ruth

Força Suprema Galeria Completa

Sem tempo para respirar, os Supa Squad tomam conta do palco Fullest e aproveitam o ambiente frenético que já sentia há duas horas. Com direito a jogos de luz e de fogo, bailarinas e muita animação, a dupla Mr. Marley e Zacky Man, não deixou o ritmo baixar e entregou temas como “Manda Vir”, “Desmontar” e “Tá Controlado”, com sonoridades a tocar o reggae, o dancehall e o afro-beat.

© Joana Ruth

Supa Squad Galeria Completa

Com o ritmo alucinante que se fez sentir durante a tarde, era tempo de acalmar e virar as atenções para o palco Sagres, que já estava pronto para receber os Capitão Fausto. Com uma pop característica, Tomás Wallenstein, Domingos Coimbra, Manuel Palha, Salvador Seabra e Francisco Pereira, arrancaram da melhor forma o que estava reservado para o último dia do palco principal.

“Sempre Bem”, “Amor, a nossa vida”, “Amanhã Tou Melhor” e “Faço as Vontades”, do seu último álbum “A Invenção do Dia Claro”, foram alguns dos temas que tocaram. O público correspondeu, e permaneceu em peso até ao fim.

© Joana Ruth

Capitão Fausto Galeria Completa

Depois da brisa fresca dos Capitão Fausto era tempo de voltar ao Palco Fullest para receber Plutónio. O artista que não parou e provou que a sua dimensão já começa a justificar palcos e voos maiores. Alguns dos temas que entregou ao público foram “3AM”, “Prada” e “1 de Abril”, salientado em especial “África minha”, tema que compôs quando regressou da sua primeira viagem a África.

© Joana Ruth

Plutónio Galeria Completa

Deixou o público com energia e vontade de dançar e cantar, agradecendo e relembrando que a música “não tem cor, não tem raça” e que é acima de tudo uma celebração, uma família.

Aproveitando o clima de celebração que se fazia sentir, era tempo de ouvir Boss AC, no palco principal. O artista que é um nome consolidado da música nacional, celebrou a carreira e recordou temas que fizeram parte da adolescência de muitos nós. Passou por “Hip-Hop (Don’t Stop)”, “Lena” e “Tu és mais forte”, tema que revela ter escrito numa altura difícil da sua vida e que ainda hoje o emociona. Um concerto que ficou marcado pela “Boa vibe” de AC.

© Joana Ruth

Boss AC Galeria Completa

No palco secundário, Mishlawi, jovem talento luso-americano, de 22 anos, encontrou pela frente uma multidão de jovens ansiosos por ver o espetáculo que estava preparado. Com temas que andam pelo hip-hop e pelo R&B, o artista conta com uma curta mas já consolidada carreira. Interpretou temas que fazem parte de “Solitaire”, o seu álbum de estreia, e outros singles como “FMR”. Com uma sonoridade actual, Mishlawi mostrou que já deixou de ser um talento emergente para ser uma certeza no nosso panorama musical.

© Joana Ruth

Mishwali Galeria Completa

O relógio apontava para as 22h10m quando voltámos ao palco principal para receber, diretamente do Brasil, Gabriel, O Pensador. Nome forte do cartaz, mostrou tudo aquilo que o caracteriza: muito flow, uma escrita excelente e uma capacidade crítica sempre actual. Abre com “Tô Feliz (Matei O Presidente)”, numa dura critica a Bolsonaro e às suas politicas. O público reage efusivamente.

O artista não deixou nenhum êxito de fora: houve tempo para “Linhas Tortas”, “Maresia, “2,3,4,5, meia 7,8” e uma versão do tema que interpreta com os D.A.M.A. “Não faço questão”. Um concerto muito coeso e completo que não desiludiu os maiores fãs do artista.

© Joana Ruth

Gabriel O Pensador Galeria Completa

Depois era tempo de Ludmilla. Talvez uma das maiores responsáveis pela enchente que se fez sentir na Costa da Caparica. Com um espectáculo muito coreografado e preparado, fez-se acompanhar por um grupo de bailarinas e por uma banda com muito groove. A sua sonoridade pop e funk, atualmente está muito presente no nosso país, fez-se sentir em temas como “Te Ensinei Certin”, “Jogando Sujo” e “Sem Querer”. A música mais aguardada pelo público estava reservada para o fim: “Cheguei”. Interpretou o tema, junto ao público, depois de descer do palco, e nem os problemas técnicos sentidos no final da atuação estragaram o espetáculo montado pela cantora brasileira.

© Joana Ruth

Ludmilla Galeria Completa

Richie Campbell subiu ao palco principal, por volta da 00h30m, como uma actuação muito enérgica, ao nível daquilo a que tem habituado o público Português. Interpretou temas mais antigos como “That’s How We Roll” e “Best Friend” e temas do seu último álbum “Lisboa”, como “Do You No Wrong” e “Water”. Em jeito de representação da “BridgeTown”, convida a subir ao palco Mishlawi e Plutónio, contudo, os problemas técnicos não permitiram que a actuação corresse como era esperado. Apesar de tudo, terminou em grande com “Heaven”.

© Joana Ruth

Richie Campbell Galeria Completa

O final da noite estava reservado para a dupla Karetus, que não quebrou durante uma hora e meia de um concerto alucinante. Carlos Silva e André Reis, dois apaixonados pela música eletrónica, mostraram o porquê de serem eles a encerrar as cerimónias do palco Sagres. “Destruíram” o parque urbano da Caparica. “Bella Ciao”, “Hakuna Matata” e “Wall Of Love” foram alguns dos temas que encerraram o terceiro dia do festival.

© Joana Ruth

Karetus Galeria Completa

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