Tool: A ferramenta que faz a diferença

Os Tool estiveram ontem em Lisboa para o término da tournée europeia de 2019, um retorno ao fim de 13 anos.
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A expectativa era bastante alta, quer seja pela ausência prolongada dos palcos nacionais quer pela carência de novos temas. Espera essa que irá terminar no dia 30 Agosto, aquando do lançamento do sucessor de “10,000 days”.

Fizeram-se acompanhar pela banda francesa Fiend para abertura das hostilidades. Um pequeno concerto, apenas 30 minutos, onde apesar dos esforços da banda, foi recebido com alguma indiferença por parte do público, excepção feita quando Adam Jones se junta à banda para a última música.

© Jorge Pereira

FIEND Galeria Completa

Poucos minutos passavam das 21h quando os Tool surgem no palco.
O arfar de Maynard anuncia “Ænema” e os primeiros acordes levam o público ao delírio dando o mote para o que aí vem.

A disposição da banda mantém-se inalterada há várias décadas. Na dianteira, está Adam Jones, impávido e sereno, concentrado na sua guitarra e nos ritmos que dela emanam e ao seu lado Justin Chancellor com o seu baixo hipnotizante e sempre a interagir com o público. Lá trás, Maynard James Keenan com um estilo mohawk e a sua voz inconfundivel,  dançando sempre que podia mas sem nunca ser exposto às luzes dos holofotes, acompanhado por Danny Carey e o seu enorme “kit” de bateria e sintetizadores, descarregando toda a sua potência com uma fluidez tal que só está ao alcance de predestinados.

© Jorge Pereira

Seguiram-se “The Pot” e as inseparaveis “Parabol” e “Parabola”, a um ritmo frenético não deixando ninguém acalmar.

A revelar a associação do espirito da banda com o mundo da arte, são apresentadas projecções ora nos ecrãs de fundo, ora em telas translucidas que desciam do tecto e se colocavam à frente da banda e um elaborado jogo de lasers.

© Jorge Pereira

Do novo album sao apresentadas as musicas “Descending” e “Invincible”, mostrando que os poli ritmos e as melodias psicadélicas continuam a fazer parte do portefólio da banda. Possuem todos os adjectivos para se juntarem ao grupo de musicas mais aclamadas pelo fãs.
Foram intercaladas pela “Schism” e a sua icónica linha de baixo, para gaudio do público que cantava juntamente com Maynard.
Depois de “Intolerance” e “Jambi”, o término da primeira parte foi feito ao som de “Forty Six & 2”, uma das musicas mais energéticas da banda, onde o sintonia dos interpretes é por demais evidente, proporcionando o final perfeito.

Um relógio em cima do palco inicia, aos 12 minutos, a contagem decrescente surpreendendo a plateia e anunciando o tempo de espera para o regresso ao palco.

© Jorge Pereira

O espectáculo recomeça com de Danny Carey, sozinho em palco, num solo de bateria e sintetizadores, demonstrando toda a sua mestria.  
Após tocarem “CCTrip”, que poderá fazer parte do novo album, e “Vicarious”, Maynard informa a multidão do apreço da banda, por Portugal e que agora podem usar os telemóveis para gravarem a ultima musica.

Terminaram a actuação com “Stinkfist”, um hino à crescente dessensibilização da sociedade, que apesar de ter sido escrita em 1996, ainda se mantém actual.

© Jorge Pereira

A Altice Arena testemunhou que os Tool fazem parte do património musical e que o seu foco está na experiência sensorial do público. E apesar da sonoridade do local não ser a mais adequada para um espectáculo deste tipo, certamente que para todos os envolvidos foi uma noite para mais recordar.

TOOL Galeria Completa

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